Bússola do Sul

Como chegar às ilhas sem gastar demasiado

Por Marta Lopes

As ilhas parecem caras de alcançar e nem sempre são. Com alguma antecedência e um par de truques, chega-se à Madeira ou aos Açores por menos do que muita gente paga por um fim de semana no continente. O segredo está em saber quando comprar e onde não cair.

Ferry a navegar ao largo de uma ilha
Entre ilhas, o barco é muitas vezes a opção mais barata.

Voos: quando comprar conta mais do que onde

Para a Madeira e para os Açores há voos diretos de Lisboa e do Porto o ano inteiro, e a diferença de preço entre comprar cedo e comprar à última é enorme. A regra que funciona é simples: para o verão, compra na primavera; para o inverno, aproveita as promoções do fim do ano. Voar a meio da semana costuma sair mais barato do que à sexta ou ao domingo, e os residentes têm apoios que não se aplicam a quem visita, por isso ignora os preços que vês em fóruns de quem mora lá.

Ferries: mais lentos, muitas vezes mais baratos

Entre a Madeira e o Porto Santo há um ferry diário que, fora de agosto, sai a conta de bolso e evita um voo interno. Nos Açores, os barcos do grupo central ligam o Faial, o Pico e São Jorge no verão e são a forma mais bonita e barata de saltar de ilha em ilha. Perde-se tempo em relação ao avião, mas ganha-se paisagem e uns euros que fazem falta para o resto da viagem.

Dormir e alugar carro sem surpresas

Nas ilhas, o carro é quase obrigatório e é onde muita gente gasta mal. Reserva com antecedência, sobretudo no verão, quando as frotas esgotam e os preços disparam. Para dormir, as casas de campo recuperadas dão a melhor relação entre preço e experiência, e ficam longe do burburinho dos hotéis grandes. Reservar as primeiras noites e deixar o resto em aberto continua a ser a estratégia que mais poupa, porque quase sempre se muda de planos a meio.

O que levar na mala

Fazer a mala para as ilhas é um exercício de humildade perante o tempo. Nos Açores, o clima muda de hora a hora e de ilha para ilha, por isso leva roupa que se vista em camadas, um corta-vento impermeável e calçado com piso para os trilhos, mesmo no verão. Na Madeira, a diferença entre o Funchal ao sol e o Pico do Arieiro de madrugada é de vários graus e de um casaco, portanto conta sempre com uma camisola na mochila para a montanha. Para as duas, protetor solar e um chapéu, porque o sol do Atlântico queima sem se sentir. E deixa espaço na mala para o regresso: o mel de cana, o queijo, o vinho do Pico e a poncha engarrafada acabam quase sempre por vir com quem visita.

Reservar online sem cair em burlas

Quanto mais se reserva pela internet, mais é preciso saber distinguir o verdadeiro do montado. Fotografias roubadas, preços bons de mais, contactos que fogem das plataformas seguras, os sinais de aviso repetem-se em tudo o que se compra online, de alojamento a bilhetes. Vale a pena treinar o olho: este guia sobre como reconhecer um anúncio falso na internet junta um conjunto de pistas que servem para qualquer reserva, e que evitam o desgosto de descobrir no destino que aquilo que se pagou não existe.

Perguntas frequentes

É mais barato voar ou apanhar ferry para as ilhas?

Do continente para as ilhas, só há voo. Entre ilhas próximas dos Açores e entre a Madeira e o Porto Santo, o ferry costuma ser mais barato do que o voo interno, além de mais bonito, embora mais lento.

Quando devo comprar os voos?

Com meses de antecedência para o verão e aproveitando as promoções do fim do ano para o inverno. Voar a meio da semana e evitar sextas e domingos ajuda a baixar o preço.